“Transtornos mentais em professores revelam 25.699 licenças médicas e urgência por apoio emocional e orientação especializada nas escolas.”
O alerta silencioso que revela um colapso emocional nas escolas
Entre janeiro e setembro, 25.699 licenças médicas foram concedidas a professores por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, segundo dados recentes. Somente no estado de São Paulo, uma média impressionante de 95 afastamentos diários tem sido registrada. Tais números não apenas assustam, mas revelam um sofrimento silencioso, profundo e crescente, vivido dentro das salas de aula.
Esses afastamentos estão sendo vistos como sinais de uma epidemia emocional, marcada por exaustão, sobrecarga, pressões institucionais, falta de suporte e ambientes que se tornam, dia após dia, mais hostis. Palavras como ansiedade, angústia, colapso, desamparo e desgaste emocional estão ecoando entre educadores que, muitas vezes, se mantêm firmes até o limite de suas forças.
Um sistema que adoece quem cuida
A rotina docente tem sido atravessada por conflitos, demandas impossíveis, metas abusivas, indisciplina crescente e falta de apoio estrutural. A saúde mental dos professores está sendo fragilizada em ritmo acelerado, enquanto suas dores — internas e externas — permanecem frequentemente invisíveis.
Ambientes escolares emocionalmente inseguros estão sendo associados ao aumento de síndromes ansiosas, transtornos depressivos, burnout e comportamentos desregulados. Sem acolhimento, orientação e suporte adequado, esses profissionais acabam sendo empurrados para um estado psicológico vulnerável e perigoso.
A urgência do apoio emocional e da inteligência emocional
Para a prevenção desses afastamentos, tem sido reconhecida a necessidade de que os profissionais da educação recebam:
● Apoio emocional contínuo
● Orientação para identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico ● Treinamento em inteligência emocional
● Ferramentas para manejar conflitos escolares sem adoecimento ● Estratégias psicoeducativas para lidar com alunos em sofrimento emocional
Quando a saúde emocional dos professores é fortalecida, a escola se torna um espaço mais humanizado, seguro e construtivo — para todos.
O papel essencial do Psicanalista nas instituições de ensino
A participação do Psicanalista, dentro ou fora da escola, tem sido vista como fundamental. Por meio da escuta qualificada e de intervenções clínicas e educativas, esse profissional:
● acolhe conflitos emocionais e internos;
● identifica sinais precoces de esgotamento;
● orienta sobre dinâmicas psíquicas e comportamentais;
● fortalece a inteligência emocional;
● ajuda professores a compreenderem e ressignificarem situações traumáticas.
A presença de um Psicanalista cria um espaço de cuidado profundo, de reconhecimento humano e de circulação da palavra — algo indispensável em ambientes que têm adoecido pela repressão, pelo silêncio e pela pressão contínua.
Quando a Criminologia entra como ferramenta de proteção
Já a Criminologia, aplicada ao contexto escolar, permite que educadores recebam orientação sobre prevenção de comportamentos violentos, desvios, situações de risco e sinais de vulnerabilidade emocional e social em adolescentes.
Esse conhecimento fortalece a escola, tornando-a mais preparada para interpretar condutas, prevenir conflitos e agir antes que situações extremas se concretizem. A integração entre Psicanálise e Criminologia gera uma abordagem poderosa, interdisciplinar e preventiva — capaz de transformar ambientes educacionais inteiros.
Conclusão: quando o professor adoece, a sociedade inteira adoece
Os números não representam apenas afastamentos. Eles representam vidas interrompidas emocionalmente, histórias marcadas por dor e profissionais que, mesmo amando o que fazem, estão sendo empurrados ao limite.
O cuidado com o professor precisa ser visto como prioridade social, emocional e institucional.
Sem isso, a escola continuará sendo um lugar onde se ensina… mas não se cuida.