As vidas interrompidas e a violência que ainda insiste em crescer
Feminicídio 2025 em alta. Jovens mulheres mortas em casos brutais expõem dependência emocional, brechas legais e urgência de identificação dos sinais de abuso.
A brutalidade que se repetiu em 2025
Nos últimos meses, o Brasil voltou a assistir, com profunda dor, a uma sequência devastadora de casos de feminicídio 2025.
Em Planaltina (DF), abril de 2025, uma mulher de 35 anos foi encontrada morta após três meses desaparecida. Em outubro, na Bahia, duas jovens de 21 e 28 anos tiveram suas vidas tiradas apenas dois dias após desaparecerem.
No Morumbi (SP), em novembro 2025, uma mulher de 35 anos foi agredida pelo marido minutos antes de cair do décimo andar — um caso investigado como feminicídio consumado, tendo o próprio companheiro como suspeito.
Em Diadema (SP), dezembro, uma mulher de 27 anos foi morta dentro do seu apartamento por um homem de 31 anos.
Em Campos de Goytacazes (RJ), também em dezembro, outra mulher, de 28 anos, foi brutalmente apedrejada pelo companheiro. E em Mauá (SP), mais uma jovem foi assassinada dentro de sua própria casa ao tentar vender uma geladeira.
O que todas essas histórias têm em comum?
Mulheres jovens, cheias de vida, tiveram seus caminhos interrompidos de forma cruel, muitas vezes por aqueles que juraram amor e proteção, mas entregaram dor, controle e violência.
O aumento assustador do feminicídio em 2025
Os dados são alarmantes. Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 718 feminicídios foram registrados apenas no primeiro semestre de 2025.
O Conservatório da Mulher Contra a Violência apontou 33.999 estupros contra mulheres entre janeiro e junho — uma média dolorosa de 187 por dia.
E o Instituto Sou da Paz divulgou que o Estado de São Paulo teve aumento de 10,01% nos feminicídios consumados entre janeiro e outubro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Essa escalada dolorosa precisa ser discutida com seriedade.
Por que o feminicídio 2025 aumentou? A reflexão necessária
Muitos agressores se utilizam de violenta emoção, surto ou legítima defesa para justificar tal atitude, interpretaram brechas da lei como permissões silenciosas. A mensagem distorcida pode ter sido percebida por homens abusivos como um campo onde suas ações ficariam impunes, reforçando comportamentos violentos e alimentando a falsa ideia de domínio sobre a vida da mulher.
Em muitos casos, a dependência emocional da vítima foi profundamente explorada, funcionando como uma porta aberta para o controle, para a manipulação e, por fim, para a violência. Essa dependência, usada de forma cruel, manteve muitas mulheres presas a relacionamentos onde o afeto foi substituído por medo, humilhação e dor.
A máscara social do abusador
Outro ponto crucial é a máscara social que muitos agressores usam.
Em público, apresentam-se como parceiros amorosos, homens respeitáveis, figuras admiradas pela comunidade.
Mas, no ambiente privado, a violência se instala — silenciosa, progressiva e destrutiva.
Esse contraste gera confusão, isolamento e desacredita muitas vítimas que tentam pedir ajuda. O abusador, protegido pelo seu papel social, avança com ainda mais força sobre a vulnerabilidade emocional da mulher.
A importância de identificar sinais de abuso
A informação salva vidas.
Quando a mulher entende os sinais — controle excessivo, ciúme doentio, manipulação emocional, isolamento, chantagem, humilhações — ela consegue perceber que a relação está deixando de ser afetiva e passando a ser destrutiva.
O conhecimento é uma ferramenta de proteção.
A orientação adequada pode evitar que histórias como as citadas se repitam.
Reflexão necessária: será que a pena acompanha a gravidade do feminicídio?
Diante de tantas vidas interrompidas, surge uma pergunta inevitável:
As penas aplicadas aos abusadores realmente refletem a gravidade dos feminicídios?
A reflexão precisa ser feita com coragem, analisando o impacto social, emocional e psicológico dessas perdas, e a necessidade urgente de leis mais firmes, mais rápidas e mais eficazes.
O papel essencial do profissional em Criminologia
O olhar da Criminologia é fundamental para compreender a dinâmica da violência, identificar padrões de comportamento abusivo, orientar vítimas, promover prevenção e auxiliar no enfrentamento de fatores de risco.
Um profissional da área oferece suporte técnico, emocional e informativo, ajudando mulheres a reconhecerem sinais, avaliarem riscos e buscarem caminhos de proteção antes que o pior aconteça.
Se você chegou até aqui, permita-se refletir sobre a gravidade dessa realidade.
É urgente questionar se a punição aplicada ao agressor realmente protege a mulher — e o que ainda precisa mudar para impedir que mais vidas sejam destruídas.
Compartilhe este texto, incentive outras mulheres a buscar informação e rompa o silêncio que sustenta tantos abusos.