Adultização Infantil
A naturalização da adultização infantil perpetua um ciclo de crimes silenciosos, que se disfarçam sob o manto da “maturidade precoce” e do “preparo para a vida”.
A naturalização da adultização infantil perpetua um ciclo de crimes silenciosos, que se disfarçam sob o manto da “maturidade precoce” e do “preparo para a vida”.
A violência psicológica, embora silenciosa, causa feridas profundas que muitas vezes não são visíveis. Sob a perspectiva da Criminologia, ela é reconhecida como uma forma de agressão emocional que ameaça a integridade psicológica, reduz a autoestima e limita a liberdade individual. Trata-se de um crime invisível que exige prevenção, educação e conscientização social.
O acolhimento psicológico e espiritual pode ser buscado. A denúncia pode ser feita com segurança. E a cura pode ser iniciada quando o primeiro passo é dado: reconhecer que a dor não é normal.
Quando sinais de sofrimento são ignorados, tragédias podem ser repetidas. Escolas, famílias e instituições precisam estar atentas aos indícios: isolamento, explosões de raiva, mudanças bruscas de comportamento. Com atenção e orientação adequada, muitas dores podem ser evitadas antes que se tornem irreversíveis.
A violência contra a mulher, silenciosa e devastadora, muitas vezes começa com sinais sutis em um relacionamento tóxico. Descubra como a terapia pode ser um caminho de cura e prevenção.
Sentir que não pertence é doloroso, mas também é um convite à transformação. Quando escutamos esse incômodo, abrimos espaço para uma jornada de reconexão e autenticidade emocional. O pertencimento verdadeiro não se dá pela aceitação externa, mas pela coragem de habitar a própria história.
A Psicanálise pode contribuir, sim, com estratégias de prevenção à violência, desde que
haja espaço para escuta genuína, acolhimento e intervenção precoce. Investir em
atendimento psicológico em comunidades vulneráveis, em escolas e no sistema
prisional é investir na saúde psíquica da sociedade.
A Criminologia, enquanto ciência que estuda o crime, o criminoso, a vítima e o controle social, tem papel essencial na compreensão das causas e consequências desse fenômeno, já que a Criminologia contribui para análise profunda desses fatores, buscando não apenas descrever os comportamentos delinquentes , mas também entender suas motivações, e assim desenvolver estratégias de prevenção e intervenção.
Ao questionar os estigmas e as desigualdades presentes na sociedade , a ciência criminológica propõe abordagens mais inclusivas e menos repressivas , contribuindo para uma Segurança Pública pautada nos direitos humanos e na justiça social.
A escuta psicanalítica também pode contribuir para a formação de perfis psicológicos mais complexos e humanizados, distanciando-se de visões deterministas e meramente punitivas.